No Brasil, dez hospitais foram selecionados para o projeto

O Hospital Universitário (HU/UEL) é um dos dois hospitais do Paraná selecionados, na segunda etapa, para o Projeto Lean nas Emergências do SUS, do Ministério da Saúde, executado através do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS). Em todo o Brasil, foram selecionados apenas dez hospitais. Até 2020, 100 serviços de emergência serão treinados para o projeto. O projeto piloto foi desenvolvido em 2017, com a participação de seis hospitais brasileiros.

O Projeto Lean, que tem o objetivo de reduzir a superlotação e tempo de permanência do paciente nas emergências através da metodologia Lean, com foco no fluxo do paciente, tempo de atendimento e ferramentas de padronização, é coordenado nacionalmente pelo Hospital Sírio Libanês, de São Paulo.

O termo em inglês Lean significa “enxuto” e dá nome ao projeto implementado internacionalmente nos principais hospitais, e origina-se de uma filosofia de gestão inspirada em práticas e resultados do Sistema Toyota, introduzida em linhas de produção pós-guerra e difundida em todo o mundo, agora adaptada à prática hospitalar.

No HU, os primeiros contatos com o Sírio-Libanês foram iniciados em 26 de abril deste ano, com a vinda de engenheiro industrial do hospital Marco Saavedra-Bravo. Desde então, uma série de visitas foram realizadas por equipes do hospital paulista. No início de junho (de 4 a 6), nove profissionais do HU foram ao Sírio-Libanês tratar dos detalhes da implantação do projeto no HU e assinar termo de compromisso, junto com o hospital paulista e o Ministério da Saúde. Pelo HU assinou o documento, como sponcer (responsável técnica), a enfermeira Vivian Feijó, diretora de Enfermagem na época e atual superintendente. Acoordenadora no HU é a enfermeira supervisora do Pronto Socorro (PS) Fernanda Floter.

No dia 11, o HU recebeu o coordenador médico do projeto, Welfane Cordeiro Junior, que fez explanação sobre o Lean, e a primeira das ações práticas de implementação do Projeto Lean, denominada de Dia D, foi realizada no PS, no dia 20, com as práticas do 5S, que trata de organização, limpeza, higiene, autodisciplina e descarte.

“O HU vai ganhar muito com essa metodologia, com aprendizado transmitido pelo Sírio-Libanês, melhorando o processo de trabalho, o atendimento aos pacientes e a satisfação do usuário e com novos procedimentos em casos de superlotação”, explica Fernanda Floter. Segundo ela, a segunda fase consiste, basicamente, em treinamento. “O Sírio-Libanês vai fazer o acompanhamento e monitorização de dados por seis meses, com visitas quinzenais, e vai determinar as tarefas que o hospital tem que cumprir dentro do cronograma de atividades”, completa.

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