Depois de trabalhar em uma empresa paulista fabricante de instrumentos cirúrgicos, Júlio César Benis e seu sócio e cunhado, resolveram apostar que Londrina tinha know-how e mão de obra de qualidade para sediar uma empresa de grande porte na mesma área de atuação.
 
Assim, no primeiro semestre de 1994, nascia a Indusbello Company uma aposta no potencial londrinense de abrir caminho em ramos da indústria ainda desconhecidos, como o então setor de produtos de saúde, principalmente na área odontológica e médico-hospitalar. O sonho era ainda impulsionado ainda pela vontade de ficar perto da família.

A decisão sobre montar a pequena empresa na Zona Sul de Londrina aconteceu em um histórico momento de crise financeira no País – o Plano Collor. Benis estava em sua última semana de trabalho quando soube que o governo iria reter o dinheiro dos cidadãos. E quase se desesperou, como a maioria do povo brasileiro à época.

“Estava em Bauru, num consultório odontológico e queria chegar logo ao hotel para saber do meu sócio o que faríamos depois da notícia do Plano Collor. Para nossa sorte, ele já havia investido o dinheiro em produtos, instrumentos cirúrgicos de fornecedores e teríamos com o que iniciar nosso projeto de empresa”, conta o presidente da Indusbello. Para bancar a instalação da empresa, Benis havia vendido um carro e seu cunhado, uma moto para fazer dinheiro.

Da primeira sede na Zona Sul, eles passaram para a Avenida Duque de Caxias, onde ainda eram apenas revendedores de produtos de outras fábricas do setor. Depois a sociedade ampliou o foco e instalaram uma pequena indústria em uma galpão na Rua Bélgica. E por fim, em 1999, a Indusbello Indústria e Comercio de Produtos Médicos e Odontológicos Ltda se voltou para a Zona Sul, se transferindo para o atual endereço, no Parque Industrial Kiugo Takata. Anos depois, novos galpões nas imediações fizeram parte da ampliação da fábrica.

“Começamos e com muito trabalho, fomos ultrapassando as dificuldades. Foi preciso arregaçar as mangas e correr para o campo, reinvestindo sempre o que era faturado na própria empresa para chegar até onde estamos”, explica Benis.

A desconfiança de centros como São Paulo foi também ultrapassada e a Indusbello, depois de frequentar dezenas de congressos Brasil afora para mostrar seus produtos inovadores, se tornou referência em produtos de qualidade no atendimento a profissionais da área odontológica.Depois de alcançar os congressos, a diretoria apostou em representantes em todas as regiões para levar os produtos para o todo o Brasil. Em seguida, o foco foi expandir negócios na América Latina, que sempre tem representantes nas feiras internacionais. “Somos referência em produtos odontológicos no Brasil e estamos ampliando nossos horizontes”.

Inovação

Um produto que marcou presença em congressos de odontologia acabou se tornando um marco dentro da produção da Indusbello – a inovação. Foi com um sugador descartável para consultório dentário que a empresa abriu caminho para ampliação do leque de produtos.
“Nosso sugador era diferente, descartável e a grande esperança de trazer faturamento para a empresa e ter uma alto giro. Mas ainda demoraram quatro anos até por ter que esperar a mudança de conceito na cabeça do profissional, que iria entender que seria bom evitar custos de limpeza e ter um produto com baixo custo”, explica o presidente da empresa.

O filho e também diretor Leonardo Beni explica que foi preciso entender o conceito de inovação a cada ano, evoluindo com o próprio mercado e suas oportunidades. “Foi preciso trabalhar dentro e fora da empresa e todo desenvolvimento de produto surge da gestão de inovação da empresa, classificando cada ideia de acordo com o nível de inovação que o produto irá proporcionar aos profissionais. Hoje temos 40 registros de propriedade intelectual, entre design, produtos e marcas”, conta diretor de desenvolvimento da Indusbello.

Com a inovação veio a série de prêmios e certificações da empresa, como o da inovadora linha de estojos, uma linha de produtos de esterilização de instrumentos tanto para ambiente odontológico como no ambiente hospitalar. “O foco era o setor odontológico, mas nossos estojos também atenderam a área hospitalar. E então fomos nos adaptando ao mercado e desenvolvendo novos modelos. Hoje temos 30 modelos com mais de 90 variações de performance.”, completa Leonardo. Em 2014, a empresa foi finalista do Prêmio Nacional de Inovação (média empresa) na categoria Gestão de Inovação.

Os estojos autoclaváveis para esterilização de instrumentos são produzidos em Radel, uma matéria prima comumente utilizada no desenvolvimento de aviões por ser leve e extremamente resistente à elevadas temperaturas e fortes impactos.
Os produtos da companhia são segmentados e apresentados pelas marcas Indusbello (setor odontológico), Bambini (odontopediatria), Sanità (área médica) e DMD – Medical Devices.

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