Representantes da ABDI, Codel e Sebrae visitam espaço do Tecnocentro, que deve abrigar o FabLab de Londrina

Laboratório de prototipagem poderá ajudar startups, pesquisadores e empresas de soluções inovadoras a criarem as primeiras versões de seus produtos, com equipamentos adequados

Um laboratório de prototipagem para produtos inovadores está em negociação para ser implantado em Londrina a fim de atender a área da saúde e outros setores, como TI e agronegócio. O chamado FabLab ou TecnoFabLab é um laboratório/fábrica de prototipagem e deverá ser instalado no Tecnocentro do município no final do segundo semestre deste ano. A ação faz parte de um projeto da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que identificou o potencial do Polo de Saúde de Londrina e Região para a instalação do laboratório e também para a promoção de outras ações, focadas em todo o ambiente industrial na cidade.

O laboratório de prototipagem da ABDI será o primeiro a ser instalado na região Sul do Brasil. Atualmente, há instalações como essa em Brasília, Sorriso (MG), Cacoal (RO), Recife (PE) e São Paulo (SP). O local será referência na produção de protótipos de produtos e equipamentos para a área da saúde e de Tecnologia da Informação (TI). Além do laboratório, a agência também estuda a instalação de um escritório na cidade, para o mapeamento das necessidades das indústrias da região.

Para efetivar o projeto, o relações institucionais ABDI, Roberto Sampaio Pedreira, esteve recentemente no município. Durante a visita, ele conheceu indústrias do setor da saúde de Londrina, como Angelus e Indusbello, além de se reunir com o prefeito e entidades vinculadas à área industrial e da saúde. Também esteve com representantes do Sebrae, incubadoras de empresas, Fórum Desenvolve Londrina, instituições de ensino e startups do setor de saúde, para conhecer as ações que já vêm sendo desenvolvidas e compreender o ambiente de inovação em saúde na cidade.

O representante da ABDI ressalta que a visita foi essencial para analisar as oportunidades e destaca o potencial de Londrina e região. “Trabalhamos em prol da melhoria da produtividade, do aumento da qualidade de inovação das empresas e do aumento da competitividade. É com esse propósito que viemos a Londrina para contribuir com o processo de desenvolvimento que já está em curso no município e na região. Trouxemos algumas soluções e estratégias voltadas ao setor da saúde, mas também do agronegócio, redes inteligentes e cidades inteligentes e um dos braços desse trabalho é a instalação do laboratório chamado de FabLab”.

Segundo Pedreira, o FabLab é um espaço de prototipagem para o desenvolvimento de produtos-testes para serem colocados no mercado. Startups, pesquisadores e empresas que criam soluções tecnológicas inovadoras têm assim um lugar para criar as primeiras versões de seus produtos, com impressoras 3D e outros equipamentos, e em seguida, aprimorá-los.

Para o presidente do Grupo Saúde Londrina União Setorial (SALUS), João Claudio Santilli, Londrina poderá se fortalecer ainda mais na área da saúde, tornando-se referência nacional em ações pioneiras como essa.

Santilli acredita que a vinda do laboratório a Londrina é providencial, uma vez que já existe um projeto, do Salus e do Sebrae, visando toda a cadeia de saúde. “Estamos integrando os prestadores de serviço e as indústrias que produzem produtos para a saúde. Eles estão desenvolvendo, sob nossa demanda, alguns produtos para serem utilizados por nós nessa área. Um laboratório dessa natureza pode perfeitamente ser útil na hora da prototipagem dos produtos e da validação dos mesmos, para depois entrar em produção industrial. Não teria hora melhor para a gente da área da saúde encaixar um laboratório dessa natureza”.

Aproximação com universidades

Para o diretor de Ciência e Tecnologia da Codel, Pedro Sella, o FabLab será essencial para a competitividade da indústria da região. “O FabLab irá aproximar a indústria da academia. Além disso, a parte de prototipação e desenvolvimento de novos  produtos acontecerá de forma mais rápida e mais barata. Com isso, a expectativa é fazer esses protótipos e também desenvolver a parte da inteligência junto ao Senai e às Universidades, promovendo a aplicação da pesquisa na indústria”.

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