Fonte: Agência UEL

O jogo virtual “Gamelitto Adventures”, idealizado e desenvolvido por professores e servidores da UEL, conquistou o primeiro lugar na categoria Doenças Crônicas do prêmio internacional The Games4Health Challenge, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. A premiação foi divulgada no último dia 3. De 10 categorias de premiação, o game ainda faturou outras duas menções – primeiro lugar como melhor vídeo de divulgação e como projeto mais votado pelo público nas redes sociais. Com isso, recebeu a premiação de U$S 7 mil. Ao todo, 86 Universidades de diversos países participaram da competição.

Segundo a psicóloga do Hospital Universitário (HU), Vânia Vargas, idealizadora do game, trata-se de um jogo da área da saúde, com a temática da Diabetes Mellito tipo 1, voltado para a faixa etária de 6 a 12 anos. O game health utiliza de um pet virtual, o Gamellito, que propõe à criança a realização de automonitorização, aplicação de insulina, alimentação e atividade física em um personagem que tem DM1. “É uma forma da criança reproduzir o que ela vive”, afirma.

O jogo faz parte da pesquisa desenvolvida por Vânia Vargas, no programa de Doutorado do Instituto de Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP), cujo tema é Desenvolvimento e avaliação de dispositivo educativo e terapêutico estratégico no atendimento de crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). A psicóloga atua no atendimento de criança com diabetes desde 1993.

De início, o jogo era em um tabuleiro, no qual as crianças jogavam em grupo e realizavam a parte educativa e de tratamento. Foi então que a psicóloga teve a idéia de transformar o jogo em uma competição virtual. Para isso, procurou o professor Alan Salvany Felinto, do Departamento de Computação da UEL, que coordena o projeto de formação complementar na área de ensino Desenvolvimento de games em ambientes virtuais. A parceria envolveu também o curso de Design Gráfico, com a colaboração da professora Rosane Fonseca de Freitas Martins. Por isso, a parceria é considerada transdiciplinar.

GAME – De acordo com Vânia, o game tem um enredo. O pet Gamellito é de outro planeta e está com um problema de saúde. Ele pede então ajuda a crianças da Terra para tentar descobrir seu problema e, assim, a criança interage com o personagem e a doença. “É uma forma de mostrar o que ela sabe e conhece sobre a diabetes”, explica.

Além de interagir com o Gamellito, as crianças terão um quiz para responder durante o jogo. Com isso, médicos e profissionais da saúde que as acompanham, poderão ter acesso ao que respondem e saber o que entendem e como lidam com a doença. Como psicóloga, Vânia conta que atende muitas crianças com DM1 e algumas tem dificuldade em falar sobre a doença, por isso o jogo tem um papel importante na aceitação da doença. “Brincar é um jeito de ensaiar a vida, para quando ela for adulta”.

Parte da equipe que desenvolveu o jogo virtual. Parceria é considerada transdiciplinar

A base do game é a literatura científica. Como possui um design atraente e linguagem simples para a criança, ele se torna uma ferramenta educativa. “Ele trata um conteúdo chato, que muitos não querem falar, de forma leve”, afirma Felinto.

O game está em fase de teste com os desenvolvedores. Depois passará por avaliação de uma equipe da saúde e, por fim, das crianças. Após todas as avaliações ele estará pronto para ser utilizado. Felinto afirma que até o final do segundo semestre o Gamelitto Adventures estará disponível para ser baixado em smartphones e tablets.

O vídeo utilizado no The Games4Health Challenge, está disponível em inglês, com explicações sobre o funcionamento do jogo, no link www.youtube.com/watch?v=pXk0m_3tcHE.

 

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