Evolução média foi de 47% em 2016 com o Saúde Mais; Nova versão do programa foi lançada nesta quarta-feira para atender novas empresas

As empresas do setor da saúde que participaram do programa Saúde Mais em 2016 tiveram uma evolução média de 47%. A evolução é medida a partir de um diagnóstico inicial e um diagnóstico final, considerando aspectos como gestão e atendimento. No ano passado, 20 empresas foram atendidas, entre clínicas, consultórios, hospitais e laboratórios.

O programa é desenvolvido pelo Sebrae e conta com o apoio do grupo Salus – Saúde Londrina União Setorial, que indicou as principais dificuldades e necessidades das empresas do setor. Este ano, novas empresas devem aderir à versão 2017 do programa.

Uma das ações do Saúde Mais no ano passado foi o “Paciente Oculto”, a exemplo do cliente oculto, já conhecido das empresas e comércios para avaliar o atendimento do ponto de vista do consumidor. Foram avaliados itens desde a comunicação e cordialidade, até pontos da estrutura física, como pontos de táxi e ônibus, estacionamento e acessibilidade. Também foram aplicados nas empresas outros diagnósticos como o MEG – Modelo de Excelência em Gestão, instrumento voltado à competitividade.

Na versão 2017, uma das novidades do programa é o Coach, ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional, que deverá ajudar na melhora das habilidades de liderança dos gestores e potencializar as ações dentro das empresas. De acordo com a consultora do Sebrae, Simone Milan Shavarski, o Saúde Mais faz com que as empresas mudem a visão sobre o paciente e sobre a gestão do negócio.

“As empresas estão mudando o olhar, considerando o paciente como um cliente exigente. Hoje esse paciente faz um comparativo das experiências dele com qualquer tipo de prestação de serviço e não apenas entre um laboratório e outro, por exemplo”, explica. “Então, quando a empresa passa a enxergar o cliente, passa a ter ganhos e a se preocupar mais com todo o processo de gestão”

A consultora exemplifica com um detalhe simples, que são casos em que as empresas não estão presentes na internet com sites ou redes sociais por exemplo. “A empresa pode até não estar inserida no mundo virtual. Mas, vai descobrir que mesmo quando não está, o cliente/paciente vai estar lá, avaliando e fazendo comentários sobre ela em perfis criados automaticamente em redes sociais ou em buscadores como o Google, a partir do local indicado pelo usuário. Ou seja, é uma preocupação mínima que toda empresa deve ter”.

O médico Rogério Sakuma, membro do grupo Salus, acredita que as empresas do setor podem crescer muito a partir do programa e fortalecer ainda mais o polo de saúde de Londrina. Ele é diretor na Reference Saúde, especializada em HomeCare, e destaca a evolução na empresa, que participou do programa em 2016.

“O Saúde Mais foi muito importante pela visão global que nos trouxe, abordando desde os aspectos financeiros, marketing, planejamento estratégico e no meu caso a capacitação dos colaboradores. Por tratar-se de uma empresa de prestação de serviços a capacitação e a educação continuada são prioridades. A qualificação dos consultores também deve ser mencionada pois fizeram toda diferença. Apesar de ser uma empresa jovem e de toda a crise enfrentada pelo país, as expectativas para 2017 não poderiam ser melhores”, afirma.

Para Izabela Pegoraro, da Clínica de Cirurgia Plástica Almeida, que também passou pelo programa, os resultados já começam a aparecer na empresa. “Fizemos uma planejamento estratégico com a ajuda dos consultores e o colocamos em prática. Já notamos o aumento da satisfação do nosso cliente, visitas recordes em nosso site, e como consequência natural do investimento o mérito surgiu. Este ano vamos para a nova etapa do programa e acredito  que teremos  todo apoio possível para continuar a nossa jornada e alcançar nossos objetivos”.

 

 

 

 

 

 

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