Caderno Especial da Folha de Londrina de 10/12/2016 destaca o setor da saúde em Londrina

Londrina é o segundo maior polo de saúde do Estado, com estrutura completa que vai da assistência básica à alta complexidade

Com uma ampla estrutura, a cidade de Londrina é o segundo maior polo de saúde do Paraná e atrai habitantes de outras cidades e estados que vêm em busca de consultas e procedimentos. “É um polo referência de assistência médica e hospitalar não só do Estado, mas inclusive de regiões de São Paulo, Mato Grosso e estados mais próximos do Paraná”, destaca Gilberto Martin, secretário municipal de Saúde. “Temos hospitais, serviços, profissionais e equipamentos de ponta”, completa.

A qualidade da área de saúde do município, segundo Silvia Karla Andrade, diretora de Programação e Regulação do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), se manifesta em todos os níveis de complexidade, da atenção primária à alta complexidade. “Além disso, a região conta com polos de formação muito fortes. Nossas universidades têm bons cursos na área de saúde”, afirma Silvia, que cita ainda os centros de cursos técnicos na área.

Para o secretário, o “engessamento” do teto financeiro de assistência hospitalar em Londrina para a remuneração de serviços de média e alta complexidades do Sistema Único de Saúde (SUS) impediu um maior crescimento da oferta desses serviços no município. Porém, a cidade continua sendo uma das poucas com uma estrutura “completa” de saúde. “Londrina tem alta e média complexidades, urgência e emergência e atenção básica”, explica Martin.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Cerca de 25% do orçamento do município é destinado à saúde, sendo que R$ 980 mil vão para os serviços de urgência e emergência dos hospitais para completar os recursos provenientes do Ministério da Saúde. Em sua estrutura municipal, Londrina atende cerca de 13 mil pessoas ao dia, número que, segundo o secretário, tem crescido entre 10% e 12% ao ano.

O Cismepar, conforme Silvia Andrade, é o “maior consórcio público de saúde do Paraná” e realiza 1.100 atendimentos diários em seu Centro de Especialidades. O local conta com mais de 50 especialidades médicas e, em 2016, o número de atendimentos saltou de 226,1 mil em 2010 para 878,6 mil. Um crescimento de quase 300%, fruto de um plano de potencialização do atendimento, salienta Silvia. No período, foram contratados mais 85 médicos especialistas. “Conseguimos reduzir drasticamente as filas de espera em várias especialidades, como é o caso da cardio, da vascular, da oftalmologia, da dermatologia, da gastro e da otorrino.”

Mie Francine Chiba
Reportagem Local

 

Cidade atrai profissionais da área

Por causa da qualidade de vida que proporciona, Londrina atrai profissionais de saúde, o que a torna uma referência ainda maior em especialidades como a microcirurgia e o tratamento do pé torto congênito. O ortopedista pediátrico Tiago Ikeda veio de São Paulo a convite de uma clínica e, depois de ficar quase oito meses entre as duas cidades, resolveu se estabelecer aqui definitivamente com a esposa. “A médio e longo prazo, vir para cá significaria uma vida mais saudável, contato maior com a família”, comentou o médico, formado na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Na bagagem, Ikeda trouxe um projeto para tornar Londrina um centro de referência no tratamento de pé torto congênito, problema que afeta uma a quatro entre mil crianças, através da certificação do Hospital Infantil pela Associação Internacional Ponseti (Ponseti International Association – PIA). No Paraná, apenas Curitiba é centro de referência pela Associação. A previsão é que a certificação seja concedida na metade de 2017.

MICROCIRURGIA

A qualidade de vida também atraiu o médico ortopedista Alexandre Aoyagui, agora um dos poucos especialistas em microcirurgia a atuarem em Londrina. Em dezembro do ano passado, o médico foi notícia na FOLHA por ter realizado um procedimento pouco comum na cidade: um reimplante de mão em paciente que havia sofrido grave acidente de carro. Aoyagui ainda se reveza entre Londrina e São Paulo, mas a perspectiva é que, em um ano, a vinda para cá seja definitiva. O profissional também veio à cidade – que já conhecia por meio de amigos e da prática de beisebol – a convite de uma clínica. “Eu realmente gostaria de sair de São Paulo porque a vida lá é bastante estressante.”(M.F.C.)

 

FONTES:

http://www.folhadelondrina.com.br/folha-mais/cidade-atrai-profissionais-da-area-964990.html

http://www.folhadelondrina.com.br/folha-mais/referencia-regional-964989.html

 

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